Luxo

 

Quadro de Tarsila do Amaral - Fotos de Lamborguini

A palavra “luxo” evoca toda espécie de confortos e prazeres, apesar de seu sentido estar um pouco enfraquecido, desde que vem sendo indiscriminadamente aplicada a tudo. 

Pode ser interpretada como significando supérfluo, caro, fino, extravagante, de qualquer maneira é uma palavra que acaricia tanto os ouvidos quanto a imaginação, e neste sentido é, portanto completamente subjetiva. Cada um tem sua própria ideia de luxo como cada um tem sua própria ideia de felicidade, desde alguém, de menor poder aquisitivo, aquecendo-se num cobertor, a um colecionador de arte deleitando-se na compra de um quadro de Picasso. Talvez a ideia de “luxo” venha basicamente da comparação entre o padrão de vida mínimo de um grupo e o de outro. 



O “luxo” muitas vezes esta na simplicidade de saborear a bolacha predileta, apreciar as flores e a natureza, ou simplesmente em época de pandemia tomar um café compartilhando com os amigos ou encontrar seus familiares com saúde.  



Nós nos acostumamos ao luxo ou pelo menos à nossa ideia de luxo, muito mais depressa que sua ausência. As grandes indústrias que dependem de nossos desejos de luxo, cultivam cuidadosamente esses desejos com anúncios destinado a convencer grupos cada vez maiores de consumidores que tem poder aquisitivo para possuir coisas de luxo. Como um bom carro, o melhor celular, roupas ou acessórios de grife, cremes ou cosméticos de marca. Em verdade sem anúncios e sem publicidades (marketing) a ideia de luxo perderia muito o seu encanto. 

Em relação à elegância, quanto maior o luxo mais discreto é, atinge-se o ponto máximo do luxo que é imperceptível para muitos exceto a própria pessoa.